<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-31408642</atom:id><lastBuildDate>Wed, 30 Sep 2009 14:04:08 +0000</lastBuildDate><title>ARKIVÃO</title><description>ARKIVÃO - espaço para reunir o que vou escrevendo ao longo do tempo, e que se encontra espalhado por aí; arkitectura, referências a terra de origem, divagações disléxicas; tentativa de organização, mas sem critério e por vezes sem cronologia; organização anárKica, incompleta, de conversa da treta, assinada através de diversos pseudónimos.... mas nem tudo estará aqui.
Anabela Quelhas</description><link>http://arkivao.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (a. quelhas)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>96</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-7567585041339878172</guid><pubDate>Tue, 17 Apr 2007 19:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-21T04:38:59.330-07:00</atom:updated><title>É só mais um click!</title><description>Amigo leitor:&lt;br /&gt;Este blog está um pouco adormecido. Convido-o a visitar outros espaços:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://estiradorsemrima.blogspot.com/"&gt;http://estiradorsemrima.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://arkimagem.blogspot.com/"&gt;http://arkimagem.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mardepedra.blogspot.com/"&gt;http://www.mardepedra.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogdangola.blogspot.com/"&gt;http://blogdangola.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://riskarte.blogspot.com/"&gt;http://riskarte.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://culturalmentemja.blogspot.com/"&gt;http://culturalmentemja.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-7567585041339878172?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2007/04/s-mais-um-click.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116628340257563559</guid><pubDate>Sat, 16 Dec 2006 15:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-16T07:36:42.596-08:00</atom:updated><title>Inferno colonial (final)</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;Texto publicado em &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#66ff99;"&gt; depois de muita perturbação causada durante uma semana pelas minhas intervenções.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quis tomar o pulso da sanzala, com este fio infernal, certamente desconfortável e polémico... mas que tem tudo a ver connosco, diz-nos respeito!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cumpri esse propósito e como era minha intenção, não o vou prolongar no tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns sanzaleiros ficaram chocados e impressionados, tal como eu, quando li de forma ininterrupta o trabalho de investigação de Ana Barradas, editado em 1995; não por desconhecimento da maioria dos factos, mas pela forma como efectuei a leitura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arriscaria a dizer que o tema foi apresentado pela investigadora, de forma até ligeiríssima, no entanto, talvez porque nos é dado ler, estratos de documentos, "a seco", sem explicações pelo meio, sem contextualizar rigorosamente os assuntos, sem pausas, numa cadência cronológica vertiginosa, começando no século XV e terminando no séc. XX, sensibiliza-nos profundamente, dá-nos um abanão e choca-nos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem conhecer minimamente a nossa história, integra perfeitamente estes relatos na época própria, dispensando-se quaisquer outros comentários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sucessão rápida de registos curtos, despidos de qualquer roupagem atenuante, referida sistematicamente a fonte, em roda-pé,... que nós conseguimos abarcar na totalidade, em poucas horas de horas de leitura, reforça a crueldade dos temas - escravatura, racismo, colonização, trabalho forçado, subversão de valores, massacres, comércio negreiro, opressão, violência...- foi esse ritmo e essa cadência silenciosa que eu quis partilhar convosco, e claro observar as reacções de cada um, adivinhando algum confrangimento por que passaram, tentando compreender os vossos argumentos, interligando e fazendo comparações com outros relatos e com outros discursos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não me atreveria a abrir este fio, se não estivesse devidamente documentada. O livro de Ana Barradas fornece dados capazes de formar uma listagem de documentos que poderão ser consultados sobre este assunto, e o curioso é que a maioria dos documentos são da autoria de figuras ilustres, e alguns responsáveis pelo Império Colonial Português. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui não se inventa nada! (*Ver no final, alguns)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O fio foi aberto num domingo às 23,49 (3/09/2006). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia seguinte após dez horas, já mais de 100 sanzaleiros o tinham visitado. Ao fim de uma semana, o fio já estava bastante deturpado, pois alguns membros repetem aquele espectáculo triste que nos vão habituando a ler.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No meu texto de abertura, fui clara, dizendo que não iria dialogar com ninguém, mas não me livrei de ser gentilmente apelidada de demagoga, prepotente e cobarde (perfeitamente previsível), atreveram-se até a pensar por mim e deduzir quais seriam as minhas intenções... tudo isto por usufruir respeitosamente de um direito que me assiste - só dialogar quando quero e sempre respeitando os outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A maioria dos sanzaleiros compreendeu a minha atitude silenciosa e respeitou-a. Alguns que me conhecem, facilmente perceberam que dentro do meu silêncio eu estaria atentíssima a reflectir sobre tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em off, iam-me chegando mensagens do tipo "Onde tu te foste meter!!!!", "Cada vez deitas mais lenha para a fogueira", "Esse fio não dura uma semana", "És doida!... SÒ TU!", "Onde é que isto vai parar? Depois queixa-te!". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Limitei-me ao meu papel de receptora, criando-me um sorriso nos lábios, a preocupação destes amigos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns, revelaram uma certa falta de paciência, pelo enfoque dado por mim a este tema, como se inoportuno se tratasse, exagerado, desenquadrado, desactualizado ou de 2ª grandeza. Outros tentaram justificar a crueldade com outras crueldades, a violência com outras violências, os erros de uns com os erros dos outros, como se o mal dos outros devesse ser o meu contentamento, manifestando subtilmente alguma irritação crescente, completamente descabida. Complacência, condescendência...em me ler, enfim... para mim nunca é demais falar/escrever sobre Direitos Humanos e denunciar atrocidades! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não estará na hora de desmistificar a nossa história europeia feita de, conquistadores, navegadores, exploradores, missionários, aventureiros que nos enchem de orgulho, de tão exaltados que são? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal de que é feito o perfil dos nossos heróis? Este foi um assunto proibido ao longo do tempo, e ainda hoje, nas nossas escolas, este lado tenebroso da história é poucas vezes denunciado, sendo frequentemente camuflado e esquecido; no entanto nós, mulheres e homens adultos, do alto da sabedoria que a maturidade nos confere, não seremos capazes de reconhecer as fragilidades do nosso passado?Nós, os descendestes de portugueses, não estamos sozinhos! Quantos arquivos fechados e de acesso interdito, existem, por essa Europa fora? Arquivos feitos da nossa história sombria! Londres, Vaticano, Viena, Paris, Berlim...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tive que ignorar ironias infelizes, tratamentos despropositada e exageradamente "familiares", como "camarada", editadas sobre este assunto de importância maior, que ilustram bem o grau de tolerância e respeito que aqui vigora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O feed back que me chegou através de canais de comunicação alternativos, foi francamente mais positivo. Mais uma vez se constata que há gente muito interessante e de muito valor a circular por aqui, mesmo que divergindo de mim, porém não pretende expor-se a diálogos, que por vezes desaguam no desrespeito e na agressividade, atrever-me-ia a chamar-lhes, diálogos makeiros , tão frequentes aqui nesta nossa sanzala. Todos souberam respeitar-me e certamente reflectiram sobre a violência de que a nossa civilização tem sido fabricada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Constatei que alguns angolanos desconheciam estes documentos, ignorando o lado menos bom da nossa herança cultural, apesar de possuírem sinais de suspeição da dita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem que "da discussão nasce a luz", e alguns acrescentam, "... e a pancadaria". Aqui nesta nossa sanzala, nasce mais pancadaria virtual do que luz. É muito cómodo alimentar guerrinhas, confortavelmente sentado ao PC, jogar com as palavras, presumir, montar estratégicas do contraditório, investir na retórica de nível duvidoso, na agressão gratuita, alimentar o ego com as contradições dos outros, enfim ... libertar o stress desta nossa vida cinzenta... Há quem goste duma makinha e aproveite todos os temas para atirar com as munições sobrantes de makinhas vindas não sei de onde! Assim não há diálogo que resista, provavelmente é isso que se pretende.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não lamento o facto de não me ter envolvido directamente no bate boca!!! Tinha que assumir uma postura silenciosa, para que o fio sobrevivesse alguns dias, pois simplesmente ler, acabou por ser uma acção difícil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Verifico, que estes temas ainda incomodam, fazendo perder as estribeiras a alguns sanzaleiros (vá-se lá saber porque!!!??), preferindo outros, ignorá-los, maldizendo quem insiste em recordar o sofrimento de tantos seres humanos. Quero crer que serão uma minoria nesta sanzala.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referi no meu "aviso prévio" que não tinha como objectivo "a penitência", preocupando-me em utilizar a 1ª pessoa do plural, para evitar que ocorressem interpretações de que eu não me incluiria no grande grupo de herdeiros. Nunca pretendi atingir ninguém, limitei-me a transcrever relatos de uma realidade que eu não inventei, mas de difícil digestão para todos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta temática deverá unir os homens e nunca dividi-los! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conclusões (as minhas, óbvio ):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- As pessoas manifestaram interesse pelo tema: em dez dias o fio teve perto de 2440 visitas&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- O tema incomóda de facto!.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- A maioria não pretende expor-se a este género de diálogo, recorrendo com frequência a canais de comunicação alternativos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não houve um único membro que se assumisse a favor da escravatura e da exploração colonial - afinal o tema une? (nem sei para que é tanta maka!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Algumas pessoas jogam constantemente à defesa, preocupadas apenas em defender o seu ponto de vista, que invariavelmente desagua no processo de descolonização.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Há quem tenha dificuldade em se abstrair da sua história pessoal, para melhor analisar alguns temas, de forma imparcial e racional - o coração a tentar dominar a razão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Há um grande desconhecimento da nossa história.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns ainda não perceberam que nesta sanzala, cada membro tem a liberdade de escolher os temas para os seus fios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns insistem em utilizar a ironia, de forma saudável e agradável, outros de profundo mau gosto, tangenciam a cretinice.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Os moderadores não têm que ser totós, devem ter opinião própria, mas os seus comentários públicos devem ser racionais, inteligentes, contidos, por forma a evitar que, as posições dos membros intervenientes se extremem. Afinal os moderadores deverão servir para moderar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns membros têm o especial prazer de abandalhar os fios por onde passam utilizando a técnica do achincalhamento gratuíto e dos subentendidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns entram nos fios como se entrassem no campo de batalha. Esgrimem ódiozinhos antigos e alimentam-nos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Outros estão mais na linha da "Paz e amor" ou "Não se fala porque é pecado", não suportando as divergências saudáveis entre sanzaleiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns não sobrevivem sem as citações, utilizando-as para reforçar e acentuar as divergências. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Uns desvalorizam os adversários, outros sobrevalorizam-os...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns esquecem-se que certas "familiaridades" só são permitidas entre sanzaleiros que se conhecem na vida real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns esquecem-se que, editar a cor vermelha é ofensivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns chamam-lhe luto, eu chamo-lhe reflexão (prática que tento desenvolver em continuidade).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns desconhecem que as bibliotecas públicas, são mesmo públicas, e a informação está lá disponível para todos, actualizada ou não, mas fidedigna. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Alguns desconhecem a verdade histórica, não a querem conhecer, e nem querem que os outros a conheçam ou divulguem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Há uns que são tolerantes, há outros que se "xateiam à brava"; há aqueles que não resistem a uma provocação. Há os teimosos e os bem-humorados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ao fim de 10 dias de "inferno", este fio está com tendência a transformar-se em arena romana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Consegui por a sanzala a reflectir!...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Há um membro, que insiste naquela foto no avatar (LOLOL). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ASSIM VAI A NOSSA SANZALA! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Obrigada a todos, pelo vosso interesse e paciência. Um agradecimento especial, àqueles que incluíram neste fio, outras escravaturas, outras violências e outros colonialismos, que nos estão mais próximos no tempo, pois todos devem ser divulgadas e ser motivo de reflexão. Até os esclarecimentos antropológicos levei em consideração; gostei de saber do Ardipithecus ramidus - serei sempre solidária com os mais fracos e oprimidos, caminhem ou não sobre duas pernas. Gostei de vos ler, a todos! Termino com uma pequena parte da introdução do trabalho referido anteriormente:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Afirmam alguns: aquilo que hoje nos horroriza eram coisas normais naquele tempo, e a essa luz devem ser analisadas. Seria pois descabido olhar com os olhos de hoje esses fenómenos, acontecidos num mundo bem mais selvagem do que o de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um ponto de vista tranquilizador para os descendentes dos que iniciaram no séc. XVI o inferno colonialista. Mas e os outros? Seria assim natural para o escravo ser arrebatado da sua terra e levado para outro mundo completamente desconhecido, para servir e sofrer até ao fim da vida? Seria muito natural estarem, países, cidades, campos e regiões sem defesa, ou em inferioridade bélica, e serem subjugados a ferro e fogo, obrigados a produzir para um inimigo inclemente, se por acaso escapassem ao genocídio? Como contaríamos hoje a história desses tempos se tivessem sido as nossas cidades pilhadas e os nossos avós levados como escravos para o outro lado do mundo?" Ministros da Noite, Livro Negro da expansão portuguesa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nada justifica a violência muito menos a barbárie! (Creio que estaremos todos de acordo! Será?)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sr. Administrador, ponho à sua consideração o encerramento deste fio, pois quanto a mim já se cumpriu no tempo devido, valeu como um despertar das consciências. Talvez valha a pena reabri-lo mais tarde, quando os ânimos estiverem mais calmos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sempre a considerar-vos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Anabela Quelhas (Osíris)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Listagem de alguns autores dos documentos: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" D. Francisco de Almeida" - Vice-Rei da Índia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Gomes Eanes de Zurara" - cronista do reino&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"D Francisco de Sousa Coutinho" - Governador de Angola&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"João Álvares" - Jesuíta&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Henrique Paiva Couceiro" - Governador de Angola&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Gaspar Correia" - cronista&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Fernando de Oliveira" - Padre&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Duarte Pacheco Pereira" - navegador&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Diogo do Couto" - historiador&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Duarte Barbosa" - escritor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Manuel da Nóbrega"- padre&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Padre António Vieira" - missionário&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" António de Melo e Castro "- Vice-Rei da Índia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" D. Pedro de Almeida" - Vice-Rei da India&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Mouzinho de Albuquerque "- Militar em Chaimite&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Armindo Monteiro" - Ministro das Colónias&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" José Cabral" - Governador de Angola&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Barjona de Freitas" - Governador de Cabo Verde&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Augusto Casimiro" - Governador do Congo Português&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Oliveira Martins - historiador&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Franco Nogueira" - ministro do Estado Novo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Norton de Matos" - Governador de Angola&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" M. Tenreiro Carneiro" - Vereador da Câmara de Moçamedes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Sebastião Soares de Resende" - Bispo da Beira&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" General Carrasco "- comandante chefe do exercito português em Moçambique&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Alves Roçadas "- general&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Kaulza de Arriaga" - general&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" António de Spínola" - general do exército português&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Marcelo Caetano" - Ministro do Conselho&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Adriano Moreira" - Ministro do Ultramar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;" Oliveira Salazar" - Ministro do Conselho&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116628340257563559?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/12/inferno-colonial-final.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116544832825923218</guid><pubDate>Wed, 06 Dec 2006 23:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-12-06T15:38:48.283-08:00</atom:updated><title>INFERNO COLONIAL (cont)</title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3827/3398/1600/615507/negros.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3827/3398/320/191091/negros.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Aos pretos de Angola fiz sempre sentir que não admitia nem a desordem, nem vadiagem, nem a falta de respeito aos brancos." (Norton de Matos, "Memórias e trabalhos da minha vida", III vol., 1944) "Devemos organizar cada vez mais eficazmente e melhorar a protecção das raças inferiores cujo chamamento à nossa civilização cristã é uma das concepções mais arrojadas e das mais altas obras da colonização portuguesa." (Salazar, 1933) " Na colonização, como no amor, tudo é grandioso ao começar"     &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Marcelo Caetano, 1947)&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3827/3398/1600/525523/indios.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3827/3398/400/832130/indios.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"(Os índios são) verdadeiros seres inumanos, bestas da floresta incapazes de compreender a fé católica (...) esquálidos selvagens em tudo menos na forma humana (...). Se os negros africanos podem ser escravizados, porque não os índios do Maranhão? (...) mesmo que muitos desses miseráveis se suicidassem de raiva como bárbaros." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Proposta da Câmara do Pará apresentada a Sua Majestade por Paulo da Silva Nunes, procurador do estado do Maranhão, em 1724)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Publicado em &lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/a&gt; em 12/09/06&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116544832825923218?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/12/inferno-colonial-cont.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116465522842849471</guid><pubDate>Mon, 27 Nov 2006 19:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-27T11:20:28.483-08:00</atom:updated><title>INFERNO COLONIAL</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"O terrorrista não é um soldado (...). Está mais próximo do assassino do que do militar. Segundo a ética dos exércitos, um combatente aprisionado sem uniforme é fuzilado. Mas é importante fazer prisioneiros.(...)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O terrorrrista deve pois ser interrogado com eficácia. (...)Procedendo desta maneira, nós conseguiremos descobrir onde se esconde a sede do terrorrismo e onde a destruir. Se não obtivermos estas informações, é porque somos incapazes e irresponsáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deve dar-se-lhes a oportunidade de falarem por sua própria iniciativa. Mas se não o fizerem, será preciso adoptar medidas eficazes que o convencerão rapidamente a colaborar, até ao ponto de ser fuzilado, como a ética militar preceitua, com respeito a todo o combatente aprisionado sem identificação da sua unidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se procura propriamente torturar, trata-se apenas de uma questão de eficácia. (...)" &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Circular do exército português)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Todo o português como todo o individuo de outra nacionalidade residente no território português que intencionalmente, por discursos pronunciados em reuniões públicas ou por manifestos, brochuras, livros, jornais, ou outras publicações destinadas a ser vendidas ou distribuídas gratuitamente ao público, difundam falsas informações a fim de demonstrar a existência de escravatura ou de tráfico de escravos nas colónias portuguesas, será punido com multa de 2000$ a 20000$ ou com prisão maior até dois anos, e poderá ainda ser expulso do território português." &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6696/3547/1600/736653/marc.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6696/3547/400/808087/marc.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Código de Trabalho dos Indígenas das Colónias Portuguesas da África, 6 de Dezembro de 1928 ) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Num só ponto devemos ser rigorosos quanto à separação racial: no respeitante aos cruzamentos familiares ou ocasionais entre pretos e brancos, fonte de perturbações graves na vida social de europeus e indígenas e origem do grave problema do mestiçamento, grave, digo, senão sob o aspecto biológico, tão convertido (...), ao menos sob o aspecto sociológico." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Marcelo Caetano, Comunicação à Colónia de Moçambique, por intermédio do Rádio Clube local, 7 de Setembro &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116465522842849471?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/11/inferno-colonial_27.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116422527271525280</guid><pubDate>Wed, 22 Nov 2006 19:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-22T11:54:32.733-08:00</atom:updated><title>INFERNO COLONIAL</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Chinteya, uma rapariga de quatro anos, assustada, chora. Um soldado, simulando compaixão, aproxima-se e, acariciando a criança, pergunta-lhe se está com fome. Sem, porém, esperar a resposta, continua: «Toma o biberão.» E, metendo à força o cano da arma de fogo na boca da criança, diz:«Chupa!» e dispara. A criança cai com um rombo na nuca.Não foi Chinteya a única vítima tratada assim; várias outras tiveram a mesma sorte." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Do relato dos padres da missão de S. Pedro sobre os massacres &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/ngugun6.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/ngugun6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;de Tete de 16/9/72) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Para um negro que mata um branco só pode haver uma pena cujo efeito seja proveitoso - a pena de morte hoje desterrada dos nossos códigos." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Mouzinho de Albuquerque."Moçambique, 1896-98, vol II")&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"E se pode julgar a máquina de gentio que têm estes reinos (do Congo), pelo que diremos que haverá cem anos que se começou a conquista destes reinos e têm ido um ano por outro despachados deste porto oito a dez mil cabeças de escravos, que são quase um milhão de almas." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(António Oliveira Cardonega, "História Geral das Guerrras Angolanas", 1680.) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;editado em &lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/a&gt; em 8/09/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116422527271525280?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/11/inferno-colonial_22.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116380748253750158</guid><pubDate>Fri, 17 Nov 2006 23:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-18T04:34:36.803-08:00</atom:updated><title></title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/885/3784/1600/norton1.gif"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/885/3784/400/norton1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Manteve-se (...) a escravatura em Angola e noutras colónias africanas quase até aos presentes dias. Encoberta, camuflada, sofismada, ela continuava a existir, e de certo desmereceria se não afirmasse que a fui encontrar sob diversos nomes ou disfarces na província do Ultramar português que, em 1912 e anos seguintes, governei (Angola)." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;Norton de Matos , Memórias e trabalhos da minha vida , III volume, 1944&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Como os africanos são os mais lascivos de todos os seres humanos, não será de crer que os gritos que soltam quando os arrancam dos braços de suas mulheres resultam apenas de receio de nunca mais terem oportunidade de satisfazer as suas paixões lá na terra para onde os embarcamos? " &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;(Panfleto publicado em Liverpool, 1792)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"O que se percebe mal é que o ministro da Defesa, com toda a sua força que resulta das suas funções, não possa por cobro a uma situação que, tarde ou cedo, acabará por se reflectir na energia e coragem com que o povo português tem estado a lutar na guerra que lhe é imposta por inimigos do exterior." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;(Sá Viana Rebelo, em Jornal Português de Economia e Finanças, Janeiro de 1973) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/885/3784/400/kaulza_arriaga.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;" Só seremos capazes de manter um domínio branco em Angola e Moçambique, que é um objectivo nacional, se o povoamento branco for em ritmo que acompanhe ou ultrapasse ligeiramente, pelo menos a produção de negros evoluídos, porque se acontece o contrário, se o povoamento for ultrapassado pela produção de negros evoluídos, então passar-se-ão fatalmente duas coisas: ou instalamos o 'apartheid', que será terrível para nós e no qual não nos aguentaremos, ou teremos governos negros." &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;em&gt;(Kaulza de Arriaga, "O problema estratégico português", vol XII das lições de Estratégia do Curso de Altos Comandos)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116380748253750158?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/11/manteve-se.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116376076401647582</guid><pubDate>Fri, 17 Nov 2006 10:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-17T02:55:44.886-08:00</atom:updated><title>INFERNO COLONIAL</title><description>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;Apresento-vos uma das minhas intervenções no site sanzalangola, a que denominei por &lt;strong&gt;INFERNO COLONIAL&lt;/strong&gt; talvez a mais polémica de todas, que pôs muita gente a pensar, e contribuiu para levar à ebulição, alguns ódiozinhos que habitam nas mentes e nos corações de muitos, e que teimam em permanecer.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;Anabela Quelhas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6696/3547/400/STU15469.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Este é o 3º fio que abro nesta sanzala, e provavelmente o último.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Desde há 3 anos a esta parte, que navego por esta sanzala, espreitando aqui e ali, assistindo a conflitos, a guerrinhas virtuais, makas, bate-bocas, detectando por vezes vestígios de um certo espírito neocolonialista que teima em permanecer no mais íntimo de muitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Por diversas vezes senti vontade de abrir este fio, mas contive-me. Agora, chegou a hora!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Somos brancos de 1ª, brancos de 2ª ou mestiços? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Todos nós somos na verdade uma misturada de raças, mestiços do século XXI, descendentes de europeus que partiram à descoberta do mundo, há alguns séculos atrás. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Saberemos bem quem foram os nossos antepassados? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Seremos capazes de assumir sem complexos e de forma inteira esta herança maldita?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;O objectivo deste fio não será gerar discussão, diálogos, mas sim de registo, de constatação e reflexão, pois o processo histórico, dizem, que é inquestionável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Não temos que nos penitenciar, reduzir a auto-estima, temos que saber quem somos e reconhecer o lado maldito deste passado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Prometo não responder a ninguém, nem ceder, como é meu hábito, a provocações dentro ou fora desta sanzala, caso contrário, este fio seria rapidamente encerrado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;Limitar-me-ei a ir passando por aqui e silenciosamente deixar como registo a transcrição de excertos de documentos. Irei apoiar-me, logicamente em trabalho seriamente investigado, mas pudicamente divulgado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;A ordem cronológica pouco importa, assim como não interessa se o que transcrevo se refere a Angola, Brasil, Índia, Guiné, Moçambique, Cabo Verde ou Timor, até porque&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;"...o fedor dos mortos na cidade de Mombaça saqueada por D. Francisco de Almeida em 1505 é o mesmo fedor dos cadáveres dos camponeses massacrados a napalm na Baixa de Cassange em 1962 - é um fedor que ainda hoje nos agonia, nos dificulta a respiração como povo"...&lt;/span&gt; e nos turva a alma, mas que será capaz de evitar a proliferação de pretensos neocolonialismos e o branqueamento de diversas páginas da história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Será que esta sanzala estará preparada para simplesmente ler?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:130%;"&gt;(continua)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116376076401647582?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/11/inferno-colonial.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116333294754345291</guid><pubDate>Sun, 12 Nov 2006 11:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-01-11T13:26:15.310-08:00</atom:updated><title>Ensaio sobre o belo</title><description>&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5730/2952/1600/venus.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5730/2952/400/venus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Reflectir sobre o belo é um exercício que nos faz bem à alma, essa parte de nós, incomensurável, que todos temos; desconhecemos se será eterna ou não, mas sabemos que se alimenta também daquilo que é belo, dado que a sensibiliza pela positiva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por mais teorias que se construam, e existem muitas, tratados até, versando o belo, o perfeito, o estético, o ideal, a verdade,... pensar no mais belo, leva-nos invariavelmente aos caminhos da vida e aos truques de ludibriar a morte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim, o mais belo será o nascimento dos nossos filhos, ou a possibilidade de salvar alguém da morte - essa é a beleza extrema que está ao nosso alcance. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O nascimento dos nossos filhos, temos a possibilidade de o experimentar algumas vezes, uma, duas, três, e reviver esse facto ao longo da vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Salvar alguém, trocar as voltas à morte, é algo de supremo, que só o podem experimentar, alguns privilegiados. Alguns fazem disso profissão, para eles a minha incondicional admiração.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois temos o belo, num segundo patamar, mais abrangente, variantes de menoridade do belo, como o gracioso, o lindo, o encantador, o bonito, uma segunda escolha que realizamos na interacção com a nossa existência, mas que nos beija a alma também. O belo pode ser formal, ter limites, contornos, cor, textura, expressão, estrutura... ter peso, massa, medidas. Podemos vê-lo, através do olhar... podemos senti-lo através dos outros sentidos também. O belo também se pode assumir ausente de uma forma concreta, possuindo expressão emocional, mas rapidamente se coloca no tal patamar de excelência, capaz de despertar harmonia e a sensação de prazer, subjectiva e desinteressada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Avaliar o que é belo é traçar caminhos sem consensos, pois as opções, as escolhas são actos subjectivos, resultam da sensibilidade de cada um, da sua identidade pessoal, da forma como cada um recebe os estímulos exteriores e os reconstrói na malha dos seus conhecimentos e emoções, sempre diferente de individuo para individuo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O belo nem sempre é o razoável, o conhecido, o determinado, o habitual, o concreto, o explicável, o previsível... ... o belo pode ocupar um espaço e um tempo ideal, localizado mais á frente do vulgar e do comum, e nada ter a ver com a dialéctica entre a verdade e a mentira, entendidas num dado momento, com o certo e o errado, a eterna dicotomia, e mais uma vez, com o bem e o mal.... o que é belo hoje, pode não o ser amanhã, o que é feio para uns, pode ser espectacular para outros. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O belo resulta de uma reflexão subjectiva, contemplativa, que não interfere com as qualidades reais daquilo que se avalia, mas sim como o próprio sujeito que realiza essa avaliação e se sensibiliza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O belo mais do que supremo, inatingível, elevado ao mais alto grau será o sublime; aquilo que a imaginação não consegue abarcar, dada a sua dimensão infinita, intemporal, de grandeza ilimitada: o próprio universo, englobando o infinitoinvisivelmente pequeno e infinitodesmesuradamente grandioso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anabela Quelhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;editado em &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; em 1/09/06&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116333294754345291?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/11/ensaio-sobre-o-belo.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116306873116293191</guid><pubDate>Thu, 09 Nov 2006 10:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-09T04:06:39.740-08:00</atom:updated><title>Guerra das cidades</title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/Mercado%20S%20Paulo%202_jpg.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/Mercado%20S%20Paulo%202_jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A guerra com que se entretêm e divertem os meus vizinhos sanzaleiros, faz-me recordar aquela pequena guerra: o meu Porche é melhor que o teu... mas eu também tenho um Mercedes Benz, um Matra Sinca e um Lamborghini ... que afinal não nos leva a rigorosamente nada! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No entanto é uma guerra saudável porque nos faz despertar as inquietações e as emoções que nos ligam aos lugares, aos sítios, às ruas...que por coincidência ou não, se centram num país, único no mundo, ANGOLA.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que nos faz apreciar mais uma cidade do que outra? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Opção puramente estética? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O equilíbrio existente ou não, entre os espaços construídos e os espaços livres? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A ortogonalidade característica da malha urbana das cidades tipicamente novas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A arquitectura orgânica ou a arquitectura planeada? A toponímia? A gastronomia? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O futebol? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As árvores que sombreiam as ruas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A história que emerge em cada esquina? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Serão estes os parâmetros que nos fazem oscilar entre os conceitos de o mais ou menos bonito?... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;bebo serenamente o meu chá verde, gostosamente lapis lazúli...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cidades - povoações de maior categoria de um país, áreas urbanizadas, áreas mais densamente povoadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O que nos faz gostar menos de uma cidade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A ausência de limpeza do espaço colectivo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As cores do pôr-do-sol espelhadas nos vidros das janelas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O cheiro das lixeiras? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os desamores que lá se vivem? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O tempo que se perde sentado a um volante?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque se gosta mais desta do que aquela? Consegue-se conversar com umas e não se consegue escutar as outras? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como funciona isto?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A diferença estará nas pessoas que lá habitam, os seus usos e costumes? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ou será uma questão de pele, propositadamente irracional, que mexe com os cinco sentidos, os nossos?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Será o apelo do cordão umbilical que nos pressiona a construir raciocínios ausentes de lógica, indicadores de opções profundamente sentidas, e emocionalmente paradigmáticas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já estou como o outro, quando lhe agrada um local... já fui muito feliz em Vila Nova de Mil Fontes!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu já fui muito feliz no Porto, em Coimbra e em Lisboa... LOLOLO. Tento sempre ser feliz em Barcelona, imagino-me feliz em Sounion, fui ingenuamente feliz em Luanda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Espreito a felicidade sempre que transformo algo, numa existência renovada...toque de Midas? ...uffff nem tanto...Será uma soma de tudo e ou de coisa nenhuma?....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Luanda além de ser morfologicamente bonita, fotogenicamente bela, tem história, tem cheiro, tem contrastes, tem sentimento, tem sangue nas veias, é o ortocentro de África... e é essencial que contenha a minha infância e adolescência, para que se converta numa expressão matemática Verdadeira, traduzida nos eixos xis e ipsilones dos meus afectos, através de uma curva parabólica que supostamente deveria limitar um oceano, mas que afinal se circunscreve apenas no eixo z. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Complicado?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... afinal a terra é redonda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o cordão umbilical a gritar mais alto! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as corridas de criança por entre os mangais,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a flor de acácia no cabelo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a pesca à linha na Restinga&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/Praia%20da%20Ilha%202_jpg.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/Praia%20da%20Ilha%202_jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;,...é o churrasco no Kuanza,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os meninos do Panguila,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o preto Jerónimo (1), &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os mergulhos na Barracuda,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a turma da Vila Alice, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a esplanada do Mónaco,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o gelado na SAPU, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o lanche na Versailles, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a onda inesquecível do pessoal da rádio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o merengue mornamente dançado, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a musica da Bonzão,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a desatada da sangria, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os westerns do Kipaka &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as estreias do Império, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a Fuentovejuna no Avenida, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o figo da índia da Eugénio de Castro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as apaixonites da Combatentes, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o beijo no Miramar,&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/comb.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/comb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as meninas LGL nas suas minis, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o abandonar do soutien,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a idade das escolhas e da politização,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o poster do Che,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as novidades vindas de Paris,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a Alliance Française, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os carrinhos de rolamentos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a rampa das Ingombotas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;..são as idas ao fardex da Casa Branca,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a matacanha no dedão, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a subida ao coqueiro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os livros proibidos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o Carnaval na marginal, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as esperas no aeroporto,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o aroma forte de fuel de avião, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o jogo do abafa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...Oi JACARÉ, JACARÉ&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o néon da Tamar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o rock dançado na Adão,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os autógrafos na Tara, &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/luanda_carnaval_2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/luanda_carnaval_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o imaginário do BO, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o observatório da Mulemba,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a colega Vandunem,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o aterrar constante dos helicópteros...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;é o hospital militar, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as loiras do Punta del Paso,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as calças com boca de sino &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o missionário italiano,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as queimadas de capim, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as visitas a Massangano, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a estrada de Catete, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o cheiro do Cacuaco, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a Dodge estacionada, &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/Autodromo_jpg.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a gincana do 9 de Junho&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/luanda39_corridas.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/luanda39_corridas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é uma osga no tecto, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o camaleão na parede,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é adrenlina em cima de um Buggy,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as BDs em 2ª mão,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a dança do Jacob (2),&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o prego do Majestic,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a rebita na cubata do Gasolina,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...éhh bananéeee, bananéeee&amp;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;é a muamba do fundo de quintal, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a conversa com Segunda Jamba (3),&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o misturar de areia e cimento numa obra qualquer,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o esticar do aço no Kikolo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a moagem da farinha,&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/Museu%2000002_jpg.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/Museu%2000002_jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o desconfiar que nem tudo corre bem, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o despertar da justiça social, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os Vampiros proibitivamente escutados,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o sapato mata barata ao canto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o arame farpado do Grafanil, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o desfilar da quitandeira,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o adorno de missanga,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o cigarro fumado para dentro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os temperos de Beatriz(4), &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a buganvília laranja,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a girafa embalsamada do museu, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os aceleras na rotunda da alameda,&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/Luanda-Woman-001.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/Luanda-Woman-001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a saída das traineiras, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os snipes na baía, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são os calcinhas de Luanda,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a Sra. da Muxima,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a formiga salalé,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a terra vermelha na sapatilha,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a lixeira a céu aberto,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as cascas de banana no chão do porto,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o sinaleiro da Mutamba, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o suor da 1 hora da tarde,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o magro salário de Gingolita(5),&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/200px-Birkin_Je_t"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/200px-Birkin_Je_t%27aime_original.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o prédio azul da Cuca, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o poeta visitado na cadeia,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o jogo da bola sobre a areia,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o cacimbo de Agosto, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o espreitar de uma varanda, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... o despertar da puberdade,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o "je t'aime moi, non plus",&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o óleo de dendém,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as montanhas de laranjas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as fotos de Catalacassala,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a água do Bengo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as enxurradas nas Barrocas, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a conversa mole de Conceição(6),&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/Roby.png"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/Roby.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é trepar a um coqueiro, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a alforreca da Corimba,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a caldeirada ao domingo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a sombra dum cajueiro,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é chupar cana no mercado de S. Paulo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...são as makas do bairro Prenda,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o sangue negro igualmente vermelho,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a goma do kiabo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é a casca da ginguba,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é gindungo na vez do sal, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;....é o amor de coração aberto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...é o tempo que não volta nunca e por isso me atrevo a localizá-lo numa cidade bela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois há aquele ditado: quem feio ama, bonito lhe parece!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Serão os sentidos que procedem às escolhas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O registo saudosista pode entorpecer a mente... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;...acabo o chá, que já esfriou!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...afinal, todas as cidades são bonitas pois inscrevo nelas o melhor de mim.&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/knows.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(1) Jerónimo - preto de Luanda, limpador de escadas dos prédios dos brancos, sempre atencioso para as crianças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(2) Jacob - ilustre papagaio, verdadeiro multiplicador de sons, autor de diversas zaragatas animais no bairro Salazar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(3) Segunda Jamba - preto bailundo de pés duros, esclarecido politicamente, consciente do seu desempenho proletário, e que primeiro (precocemente, talvez) me fez reflectir sobre as assimetrias sociais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;4) Beatriz - preta quase cega, sem idade definida, óptima a cozinhar e dona de um lindo sorriso, mesmo que desnudado de dentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(5) Gingolita - operário de sol a sol, descendente de escravos embarcados para o Brasil, timidamente honesto, humildemente trabalhador fabril.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(6) Conceição - o preto mais malandro de Luanda, gingão, homem de muitas mulheres e de múltiplas dívidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Uma pequena homenagem a todos eles) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anabela Quelhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;editado em &lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/a&gt; em 17/08/06&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116306873116293191?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/11/guerra-das-cidades.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116306717046506166</guid><pubDate>Thu, 09 Nov 2006 10:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-11-09T02:12:50.476-08:00</atom:updated><title>Só para memorizar</title><description>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;A propósito do concerto dos Pedras Rolantes, no proximo dia 12, no estadio do Dragão :&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;"SEMPRE QUE OUVIR A LINGUA DOS ROLLING STONES... BLBLBLBLBL.... LIGUE PARA A RFM"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;"SOLTE O MICK JAGGER QUE HÁ EM SI!!! PARTICIPE!" ...esses publicitários!!!!!::::: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116306717046506166?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/11/s-para-memorizar.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116169066268262602</guid><pubDate>Tue, 24 Oct 2006 11:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-10-24T04:51:02.703-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje acordei com as costelas a apertarem-se no peito...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;leio o que escrevi, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Releio,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não gostei,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Começo de novo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje acordei com o coração estrangulado pelas costelas,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim está melhor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bebo um copo de água,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;pausa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como se isto se solucionasse através do tubo digestivo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;encharcando o estómago com água pura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sorrio! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Me olho no espelho. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cumprimento-me, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;com um levantar de sobrancelha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não estou bem de todo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aproxima-te! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aproximo-me do espelho e estabeleço diálogos pelo silêncio, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;pois a minha imagem me entende sem eu falar, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;apenas pela troca do olhar escancarado, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;olhos nos olhos, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ela se apercebe que hoje me sinto incompleta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E as costelas de facto se apertam dentro do peito, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;De novo as costelas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fuma um drums e isso passa! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;num movimento de acordeon, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;indisposta para a vida! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Oh pá toma rennie ou o outro, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;como é que é? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Kompensan &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;diz-me o espelho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esse espelho precisa de uma renovação estético-formal, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;passou do ponto! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;atrevido demais... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Indisposição mental, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;raciocinaste péssimo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tás mal em silogismos!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cheguei a este areal &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e vou aqui passar a noite deste meu dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Trouxe um cobertor, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;arregacei os jeans, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;cruzei a camisola ao pescoço, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;vou caminhando sentindo a areia húmida nos pés &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e juntando pedaços de madeira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abro os braços, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;fecho os olhos &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e respiro fundo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e em círculo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Regresso ao sítio escolhido...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abriste os braços deixaste cair a lenha e o cobertor, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;desajeitada! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;lololo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ateio o fogo e faço uma fogueira...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É aqui mesmo que eu vou passar a noite! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Oscilar entre os dois gumes da vida, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;o bem e o mal, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;olhando o Zulmarinho &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;através das velaturas quentes das chamas... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e adivinhar-me a mim mesma, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;do lado de lá &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ou de cá mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já o outro dissertava &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;entre o diabo e o bom Deus,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... tás cada vez menos original! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e procurar a causa primeira, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;do aperto no peito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olálá!!!! Será que é o wonderbras? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sorrio, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;com os comentários idiotas que eu mesma faço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje não trouxe viola, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;nem mp3. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje a minha cabeça está a mil! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela própria forma uma orquestra, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;melhor que uma music box! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;nem preciso pedir, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;nem arranjar moedas, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ela adivinha o que me agrada ouvir! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;mas como tenho mesmo um aperto no peito, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e preciso de ouvir o som de batuques, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;vou pedir um merengue por favor, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;para eu olhar ortogonalmente ao céu negro, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;imaginar o cruzeiro do sul &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e me embalar no sonho, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;dançando. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Obrigada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Osíris&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116169066268262602?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/10/hoje-acordei-com-as-costelas-apertarem.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116083418561950417</guid><pubDate>Sat, 14 Oct 2006 13:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-10-14T07:18:56.576-07:00</atom:updated><title>GARAGEM DE PAI</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Garagem de pai - território absolutamente masculino, último reduto das chaves de fenda e dos parafusos . &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Este assunto, oscila entre dois grupos extremos: Os do grupo que passaram pelo Maio de 68, e pelo Woodstock numa perspectiva já de fato e gravata, e os outros que viveram as revoluções de boina ajeitada à Che, de punho no ar, aspirando eternamente a um 2 Cv. Ou então, o grupo que assistiu aos primeiros passos na lua, dados por Neil Armstrong, através dum móvel pick up, e os outros que se limitaram a utilizar o pequeno Philips ou Hitachi portátil, enquanto curtiam as ondas da ilha de Luanda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A garagem à pai dos primeiros, é um espaço assumidamente organizado e limpo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As latas dos popós, brilham de tanta cera de polimento, e os tabliers tem o aroma de aditivos perfumados de tratamento especial, que a mim têm a capacidade de provocar um bruto enjoo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há a cera protectora, polidora, cremosa, cristalizadora, autoshine, a acrílica a líquida, tudo alinhado, mais parecendo uma linha de cosméticos femininos. Ainda há os desodorizantes, os limpa vidros, o silicone, o shampoo, as espumas, os limpa pneus, os limpa plásticos, os limpa vinil (será a mesma coisa?), os protectores líquidos, os reparadores.... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não pode faltar uma colecção de camurças e flanelas cada uma com sua função... bem, estes tem tudo nos trinques, uma organização que reflecte as horas que passam ali encerrados, naquele mundo só deles. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se esqueçam da prateleira dos alarmes, kits de luzes, censores, manóm&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/forfangi.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/forfangi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;etros, buzinas,...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Neste grupo ainda existem aqueles que tem uma frustração mal resolvida, da fase da juventude, quando todo o mundo colava posters do jimi hendrix e melanies à parede. As paredes das garagens á pai , são recheadas de quanto acessório há no Mestre Mako e Merlin que ajude a organização (adoro os quadros de anilhas), intervalados por caixilhos das lojas dos trezentos com ídolos das 2 ou 4 rodas. Não pensem em Valentinos Rossis, ou Montoyas! Mas sim em Juans Fangios, Stuarts e Piquets, Giacomos Agostinis .... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...a junção de várias fotos do titular, na guerra do ultramar - um ou outro faz a cedência ao sogro (para agradar à esposa, num dia de trovoada lá em casa), duma esquadria com mini fotos da tropa, à época da 2ª guerra.&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/82344.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" height="236" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/82344.jpg" width="228" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O segundo grupo é a garagem dos bandalhos! Têm a mania de guardar tudo "pois pode ser preciso", mas de forma desorganizada. Adoram exibir aos amigos uma bateria velha, e caixinhas compradas no Lidl, com montes de chaves de fenda, que só estão organizadas, porque são muito preguiçosos para começar e especialmente acabar qualquer trabalho. Tem apenas a tendência de começar... tem espírito de iniciativa, portanto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na garagem utilizam-se as velhas estantes da casa, para arrumar aquela ferramentagem toda, mas sem critério - tanto se pode encontrar o shampoo dos carros, como o remédio das formigas, o aparador de sebes, o shampoo do cão, a tesoura da poda, uma fechadura velha, a tal camurça, os desperdícios, etc..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei que fazem um esforço para se organizar, confirmado pelo número de sábados de tarde, dedicados a essa actividade. Mas é um esforço inglório, pois eles não tem o perfil de organizados, não adianta! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;São compulsivamente desorganizados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ali também se pode encontrar a banheira do puto, quando ele era bebé, o skate, as bicicletas, as instruções da rega automática e o caixote da árvore de natal. Estes pais são recicladores, seguem muitas vezes a politica dos 3 erres. Vejam como eles aproveitam os frascos das azeitonas e dos pickles, para arrumar parafusos, as latas do Suchard Express para arrumar aquela tralhinha minúscula que poderá dar jeito um dia destes. O micro ondas antigo dá para arrumar mais uns objectos que não se sabe para que servem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aquilo já não é um mundo, aquilo é um universo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As latas de cera de polimento permanecem cheias, reflectindo a sua falta de paciência. Nem o nosso carro lavam, quanto mais!... Mas sempre se distraem no supermercado, na secção dos automóveis, evitando algum afloramento de complexo de culpa, por ignorar quais os produtos, que são necessários comprar semanalmente, lá para casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas todos eles adoram receber os amigos naquele espaço! E os amigos parecem que gostam também de ser recebidos ali. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É o seu espaço! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando eram crianças não trocavam cromos e cartõezinhos do "abafa"? Pois, isto está na continuação! (já sei, o princês dos Açores vai reagir!) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não lhes peçam para furar paredes para pendurar cortinados ou quadros! Isso retira-lhes toda a motivação centrada na caixa de ferramentas. Pregar quadros à parede, desconcentra-os, desorganiza-os ainda mais, ficam descompensados e por consequência,&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/volante.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/volante.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; começam a embirrar com a massa à bolonhesa que carinhosamente preparamos para os putos, perdem os óculos, acusam-nos de lhes ter tirado o jornal do sitio do costume e no extremo, até utilizamos a gillette deles!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda há aqueles que usam revestimento protector do volante em carpélio, denunciando um gosto muito peculiar (não sei a que grupo pertencem, sei que a sobriedade não é o seu forte), e os outros, que compram todos os meses revistas de automóveis para avaliar o seu reduzido parque automóvel. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também tenho que falar da absoluta necessidade de alguns, de ter uma bússula, um altímetro, um conta voltinhas e um som em quadrifonia que até parece que em vez duns míseros 3 m2, têm a área dum bruto auditório para sonorizar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A utilização do gps parece-me ser a novidade que todos os grupos curtem. Há uns anos atrás, era o aparelho de via verde. Hoje é o Gps! É vê-los a programar o aparelhinho minúsculo, apenas para ir tomar a bica ao café do outro lado do quarteirão - é pra treinar e para ver se funciona!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estas garagens de pai , todas funcionam mal! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As primeiras, porque nem todos os trabalhos merecem provocar a alteração da ordem que aí reina, as segundas, porque demora-se mais tempo a procurar as ferramentas do que a realizar o trabalho.Invariavelmente, entro nestes espaços, de mãos atrás das costas e não ouso tocar em nada, aquilo é um santuário e há que respeitar! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Deixo rolar! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Às vezes o Black &amp; Decker aparece avariado ou as chaves de cruz, evapora-se-lhe a cruz... mas isso são outros quinhentos! São pormenores que prefiro nem falar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Recuo no tempo, quando os automóveis só atingiam os 120 Km/h, e recordo os cãezinhos que se colocavam na bagageira dos carros, e abanicavam a cabeça, as almofadas em crochet no assento traseiro... hoje ainda temos o terço pendurado no espelho retrovisor, a bandeira a cingir o assento do condutor, pelo menos durante os campeonatos de futebol, mais importantes e os conta quilómetros já vão nos 280, apesar que só podermos comprovar até aos 120 - coisas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não esquecer a placa com a identificação do proprietário do veículo, com o S. Cristóvão a proteger, por vezes ladeada pela foto da esposa e do filho, se for único.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falta-me apurar se os metrossexuais, também curtem garagens...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sei que os membros destes grandes grupos, tem coisas em comum, por exemplo, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;todos querem construir um buggy quando se aposentarem, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não entendem porque é muito melhor ir a janela do lado de&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/kinderbuggyspeedy100ccmsp5.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/kinderbuggyspeedy100ccmsp5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;les aberta, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;porque é muito melhor serem eles a abastecer o automóvel, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não entendem porque eles arrumam muito melhor o popó do que nós,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;mulheres,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não entendem porque não sabemos onde está o triangulo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não entendem porque nos basta que os carros andem, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;não entendem porque de repente começamos a guardar o carro de marcha atrás &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e não entendem porque gostamos de ouvir a antena 3!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;....mas nós também não lhes vamos explicar! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bahhhh!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A. Quelhas (Ufff acabei)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;editado em &lt;a href="http://www.sanzalangola"&gt;www.sanzalangola .com&lt;/a&gt; em 21/07/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116083418561950417?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/10/garagem-de-pai.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-116021994548229210</guid><pubDate>Sat, 07 Oct 2006 10:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-10-07T07:01:03.830-07:00</atom:updated><title>Casas à pai e decoração à mãe</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Logo de manhã ouvi uma das vozes bonitas da antena 3, naquela conversa característica do Nuno Markl, recheada de reflexões originais sobre a vida, que tanto me diverte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Confirmei, tal como já vinha a desconfiar há algum tempo, que a palavra "cota" ou "kota" começa a entrar em desuso e passa a ser gradualmente substituída por "pai" e "mãe", significando exactamente a mesma coisa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim ele hoje falava sobre a música de pai...(Há vozes escandalosamente bonitas, que deviam ser proibidas de ser ouvidas, pois afasta-nos dos sobressaltos&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/180px-Joedassin.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/180px-Joedassin.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; do choque tecnológico, e reduzem drasticamente os índices de produtividade pretendidos, para colocarmos os tugas em 4º lugar em tudo - a chamada voz fantasma é assim, podem crer! Linda de morrer). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim a música "de pai", segundo Markl é aquela música, ouvida pelos cotas de mais de 35 anos, e que nem precisam de ser necessariamente pais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Paradoxo? Talvez não! nomeadamente, segundo ele, Demis Russos e Joe Dassin, na linha da frente, seguidos de Pink Floyd, Dire Straits, Phill Collins, Beatles... e já com os U2 na fila de espera. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sorri, inevitavelmente! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu teria mais alguns para acrescentar... apesar de adorar o "Spring, summer, winter" dos APHRODITE'S CHILD!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desculpa lá Nuno, mas vou roubar-te o mote e desenvolver essa do "pai" e da "mãe". Vou falar das casas de pai e na decoração à mãe . Não resisto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cingir-me-ei a divagar sobre as "casas de pai" - casas mesmo (vivenda, moradia, espaço unifamiliar) - deixando de fora os apartamentos, pois aí quase ninguém escolhe... os cotas limitam-se à oferta do mercado imobiliário. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aviso desde já que qualquer semelhança com a realidade, não será coincidência... defeito meu, sou mesmo mázinha!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Podemos começar pelas vivendas bem localizadas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Situadas em cima das estradas nacionais. Normalmente, traçam-se estradas distantes dos aglomerados urbanos, no entanto, estes rapidamente invadem os limites das estradas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quanto mais perto melhor!.. é um amor que vira paixão, e trás como consequência a vontade de estar junto! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma pessoa sempre se distrai a ver os carros a passar! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se possível alpendres bem virados para a entrada, para toda a gen&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/bruxelas10b.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/bruxelas10b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;te ver os almoços de fim-de-semana, durante o verão, no exterior e com o barbecue mesmo à mão de semear, com o cabeça de casal a mostrar a sua perícia entre entrecostos e entremeadas, e espetadas pré preparadas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Casa de "pai" já teve pastilha e azulejos pelo exterior, mas agora o que está a dar é muito granito, ou então apenas nas molduras das janelas e portas. No sul molduras em massa webber com cores à escolha do freguês! As portadas exteriores de alumínio verde escuro, normalmente combinam bem com a correntinha do alpendre (já vão cair em cima de mim! Nesta sanza já existe a sociedade protectora das correntinhas) e os efeitos orientais da chaminé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Afinal sabem como nasceu a correntinha?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Elementar! A correntinha era simplesmente um substituto do tubo de queda, que deveria ser colocado para escoar as águas pluviais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para o piso da entrada e arranjos exteriores, não há casa de pai que se preze, que não tenha um revestimento em peças desiguais em granito de várias tonalidades, com efeito "pele de girafa" (denominação exclusivamente minha). Também há outras soluções como lajetas de betão espaçadas pela dimensão de um passo, separadas por relva ou gravilha. Isto faz-me sempre recordar o sr. Hullot, naquele filma de génio "O meu tio".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No jardim sempre fica bem, uma carreta antiga cheia de malmequeres, uns potes de ferro com amores-perfeitos, ou umas floreiras penduradas nos gradeamentos, com muita sardinheira florescente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também há o grupo da imitação de poço em granito.Para os mais sensíveis e com influências do sul do equador, temos a buganvília, da família das nyctaginaceae , na entrada, os mais nórdicos, terão o menino a fazer xixi para o laguinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A porta de entrada, convém ter uma folha móvel e um painel lateral fixo, que sempre dá outro ser no contacto com quem entra em casa. Grandes vidraças, são coisas só dos filmes e revistas, na casa de pai , toda a janela deverá ter portada ou persiana exterior, pois tem a dupla função de proteger do sol e ainda barrar a intrusão! (esquecem-se que os amigos do alheio entram pela porta da entrada, mesmo, ou vão sacando o pastel com os telefonemas fantasma em telefones granpeados!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Casa de pai tem obviamente um telhado! Está completamente fora de causa, qualquer tipo de cobertura plana!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Candeeiros algarvios a ladear os portões de entrada... se no sul funcionam bem, porque não no norte?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nas divisórias interiores, destaque-se o hall da entrada com a respectiva credencia e o espelho de cristal veneziano. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Também é bom ter um escritório em casa, mesmo que não sirva para nada - dá sempre jeito para preencher o IRS. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A sala utiliza-se apenas para receber as visitas e nos dias de festa. Todas tem o mesmo modelito de lareira também em granito. E as espadas penduradas por cima da mesma?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas em casa de pai chique fica sempre bem um ripado à francesa pregado no tecto. Tecto de madeira à portuguesa isso não! É piroso! À francesa sim, e como alternativa os pesados caixotões que combinam com os sofás com ramagens em tons de pastel com partes de madeira à vista!.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Depois temos as sucessivas cozinhas que se vão construindo ao longo da vida. Começa-se pela cozinha com muito granito a rematar os balcões e termina-se na cozinha regional localizada no fim do quintal, com muito rústico, muito rústico, onde se projectam fazer grandes cozinhados em forno de lenha e pão à velha maneira. As loiças de Viana a repousar na parte superior dos armários de cozinha, não perdoo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Casa de pai tem puxadores de porta, dourados em maçanetas redondas ou imitação de cristal - não falha! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E as portas interiores desdobram-se em rectângulos de vidro lapidados (uma trabalheira a limpar!), encimados pelos remates em capela. Os carpinteiros sabem-na toda! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os wcs são agora renovados, e os velhos azulejos são substituídos por azulejos de grandes dimensões, chamados de rectificados, muito mais caros que um simples mármore ou pedra calcária portuguesa, que os italianos absorvem no seu mercado e exportam como sendo legitimamente italiano. Naaa, bota rectificado daquele que se escolhe no armazém da Lixa, ou nas cidades fronteiriças!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Madeiras, é carvalho francês! Sempre! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Multiplicado em balaústres que acompanham as escadas numa cadência barroca, tal e qual o&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/cristal%20darques.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/cristal%20darques.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; coro de igreja, que nos enche ou nos satura, só de olhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada de minimalismos! Que é isso?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na decoração à mãe é obrigatório falar nas mesas que brilham com a passagem dum pano embebido em "Pronto", reflectindo cristaleiras recheadas de cristais D'arques e fina cerâmica de Limoge, e ainda pesados reposteiros limitados por largos embrasses , com berloques pendurados que é o último grito das lojas de cortinados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na decoração à mãe, quando se muda de casa, os artigos de primeira necessidade são, as cortinas e os tapetes do wc, porque será? Parece que todo o mundo anda nu dos pés á cabeça ao longo do dia! Vem logo de seguida, o espelho armário do wc, o porta rolo do papel de cozinha, e a peq&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/comunh??o.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/comunh%3F%3Fo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;uena mesa de camilha circular, que serve de apoio aos retratos da filharada. Retratos ridículos de 1ª comunhão, misturados com fotos de férias na lagoa de Sto André, do casamento do filho mais velho, sabiamente misturados com pequenos arranjos florais secos. Tudo a abarrotar! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O carinho e os laços afectivos também se expressam pela quantidade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há decorações de mãe que usam tapetes de Arraiolos no chão (podem vir de Arraiolos City ou de Xangai City, tanto dá!), e restos de artesanato naif que o pai trouxe de Angola ou Moçambique. Na estante figuram algumas enciclopédias estendidas a metro no género, Planeta Agostini e "Riders Digestivo" (gosto destas últimas), entremeada com um livro ou outro do Cousteau, "365 dias na cozinha" e " A saúde ao alcance de todos", num plano mais profundo, deixando livre um primeiro plano com mais molduras com fotos, os trabalhos feitos na escola, oferecidos no dia do pai ou da mãe e os "ricuerdos" das viagens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda se usa o pano de crochet a acentuar as simetrias dos móveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quando eu era jovem, na decoração à mãe, esses pequenos pedaços de renda, chamavam-se panos de cinco agulhas, que quando lavad&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/crochet-solomon-knot.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px" height="236" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/crochet-solomon-knot.jpg" width="218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;os, repousavam à goma sobre uma almofada polvilhada de alfinetes, lembram-se? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nessa época era obrigatorio um conjunto de 5 andorinhas penduradas na entrada, as flores de plástico (duravam muito mais, hoje temos as de borracha), as mobílias Queen Anne e a arca de cânfora. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda os chineses não sonhavam invadir a Europa e muito menos o mundo, e já se vendiam arcas de cânfora para as meninas casadoiras guardarem o seu enxoval - como brinde, recebia-se um roupão chinês, que as nossas mães teimavam em dar uso no nosso corpo de adolescente, e aquelas deusas orientais (deusas da felicidade, talvez), todas com olhinhos puxados e com cara de budas, e que repousavam em cima das ditas cujas arcas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Em todas as casas havia uma arca destas no corredor ou num canto mal aproveitado - hoje substituída por uma sapateira (estranho móvel, com origens desconhecidas, que dum momento para o outro se converteu em carência efectiva de todos os lares. Naquela época tinhamos a certeza que a arca de canfora vinha mesmo da China ou de HongKong, agora vá-se lá saber de que planeta vem uma sapateira?!). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda navegando no passado, certamente estarão lembrados dos tapetes e artesanato em latão adquirido nas atracagens do Vera Cruz nas Ilhas Canárias, e que depois passavam a habitar nas nossas memórias e nos pesadelos, tal como nas paredes da casa "à mãe" - Caçadas ao tigre em território asiático, suponho, amedrontaram as minhas noites em autênticas sonhadas ao tipo "National Geographic" (por isso hoje sou assim!). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A cadeira de viagem também era uma peça típica. Os pais utilizavam-na para dormir a sesta, sob o olhar cândido dos mais novos, e que na hora menos desejada, perante um movimento mais brusco, se desarmava, presenteando o utente com as costas no chão, e provocando a gargalhada fácil das crianças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No meu mundo de kandengue, descobri uma peça com o som de "COURRRPIÊ" que a minha infantilidade não conseguia descodificar a sua função, e que dava uma trabalheira a pronunciar, pois o erre gutural, era estranho no meu linguajar limitado; fui descobrindo a sua existência na casa de todas as minhas tias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enigmático acessório! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada mais que uma peça dupla de veludo, dupla também nas cores, do tipo duas faces, que permanecia no fundo da cama depois de feita, simplesmente dobrada ou disposta por forma a configurar um efeito estético, que a bem dizer encaixava nos anos 50.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Esta cena do "COURRRPIÊ ", já quase deu origem a uma tese de doutoramento e muita conversa vadia, a altas horas da noite! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Qual não foi a minha surpresa, há uns tempos atrás, quando deambulava por uma das muitas lojas do conhecidérrimo "Gato Preto" (loja que esta a dar vida às futuras casas de pai e decoração de mãe), me deparo com a publicidade de um tal COUVREPIEDS , por 240 euros - bommmm, foi uma hecatombe cerebral, um dilúvio de memórias, que esse "cobre pés" me presenteou 4 décadas depois (isto fica para outras estórias). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Constatei que já não se vende Couvrepieds com elefantes e tigres, em tons de azul, marron ou carmim, mas sim adaptados aos novos padrões de design francês e italiano, muita imitação de pele - muita parra e pouca uva!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na minha casa à mãe não falharam também os recipientes em plástico, ainda não havia os conhecidos tapperwares, mas as fruteiras de plástico duro, fruta cores, iam substituindo os centros de mesa em espelho, com fruteiras de aplicação de prata sobre vidro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A loiça das caldas era outra variante, aqui na metrópole, algumas perfeitamente brejeiras, adornavam o cima dos frigoríficos, que naquela época conviviam pacificamente na sala de jantar. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/dr-02.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/dr-02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Curiosamente as máquinas de lavar roupa também viviam no wc, entre o bidé e a sanita (sempre dava para pousar o livro do tio patinhas).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nos quartos, o famoso psychê (eu e o Herman ainda não descobrimos o significado exacto desta palavra, faz-me lembrar sempre um filme de Hitchcock) abrigava os frascos de perfume, com bomba de spray, tipo artista de cinema!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nalgumas casas, aqui na tuga, também não falhava a boneca sevilhana e a ceia de Cristo, que conviviam de forma admirável (outro filme!). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E o termómetro unido ao higrómetro na parede do fundo do corredor?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Duma forma geral tudo quanto era pechisbeque, tinha lugar na decoração à mãe. Era LINDO! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já me esquecia das pegas de crochet colorido que jaziam penduradas nas paredes da cozinha, e ai de quem as utilizásse!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje ainda temos a televisão na cozinha, a mania de alguns, sobre colecções Phillay, a mania de outros por coisas antigas... sei lá!!! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E aqueles que metem plantas em todos os cantos e recantos!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Assim temos uma caixa velha, com uma planta em cima, a masseira do pão, toda bichada que mal deixa dormir a gente de noite, com o barulho da bicharada a roer, bem encerada com outra planta em cima e ostentada no lugar nobre da casa, a borracheira a um canto, o bidé da avó transformado em floreira, o relógio de pé encimado por outro ser do mundo vegetal, a cama de ferro feita para a geração de 1,50m de altura, com a planta do maracujá a trepar por ela fora... ...e a onda dos ferros de engomar, convertidos em jarras de flores secas? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bem essa não lembra ao diabo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Kitch puro e duro!... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;...e os pratos e travessas que se multiplicam pelas paredes e que os vendedores de velharias, tem um stock inesgotável?!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Adoro o orgulho em exibir o candeeiro sensual Lalique! Original? Qual quê! Daqueles que existem ás paletes nos mercados de Paris. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fica sempre bem em cima de uma máquina de costura velha. Ainda não percebi a funcionalidade deste objecto (coser sacos do supermercado?).. deve esconder encantos por mim inimagináveis!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;... depois temos aqueles pais que não passam sem um bar!!! De preferência grande móvel, mas amovível, pois quando se trocar de casa, o bar vai atrás! Mas tem q ter focos embutidos, e sítio para muita garrafa. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nem todas as casas suportam gigantones destes, e assim na verdadeira decoração à "mãe ", um tabuleiro com as famosas garrafas de cristal para whisky, os decantadores para o vinho do porto, e os copos cheios de pó, enquadrados por paninho bordado à mão, substitui perfeitamente, a mania das grandezas do grande bar e dá um toque de Suelly versão Dallas.- Afinal o teu pai já nem pode beber, os amigos também não... se conduzir não beba, e as tensões elevadas não se compadecem com o álcool. É só mesmo para no caso de oferecer a alguém que ainda queira, e sempre fica bem na mesa entre os sofás. Temos que saber receber!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não esquecer as plaquinhas em imitação de estanho e prata, penduradas no pescoço das garrafas. Não vá um cristão servir-se de licor, e sair-lhe álcool canforado, vinagre de sidra ou mesmo óleo dos travões!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E a cena da colcha de renda? Que chatice, agora com os edredons, as colchas de renda não assentam nada bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Claro que na decoração à mãe , as alturas das camas vão subindo consoante a idade dos cotas - pura ergonomia que se compadece com a dor nas cruzes! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A mania que são altos também se reflecte no habitat - os quadros estão colocados muito acima do nível dos olhos! Por um lado até é bom, pois o mau gosto fica mais distanciado do olhar, o que acaba por nos poupar o coração e o estómago. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vá lá para não ser mazinha de todo, os quadrinhos a ponto de cruz, ainda vá que não vá! Ou então... os quadros tecidos com linhas de várias cores que unem dezenas de preguinhos perfilados, que as mães fizeram nas aulas de lavores...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chega agora a onda dos sommiers e das romanettes (isto faz-me lembrar as ginastas da ex URSS!) Ufff!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Adoro senhorinhas ou cadeiras de verga tipo Emanuelle! &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/senhorinha.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/senhorinha.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As cadeiras Emanuelle são muito adaptadas aos climas frios, por isso Sylvia Kristel, as usava num desvario de erotismo! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As mantas de cores made in china têm contribuído para melhoria visual das salas e dos sofás. Poupam os couros e os tecidos, no roçar das traseiras à assistir às telenovelas, mas isso acaba até por ser acessório, o que interessa mesmo é não olhar diariamente os sofás que enchem o ego aos cotas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma das coisas que mais irrita na casa à pai são as luzes fluorescentes, orientadas e aplicadas pelo espírito economicista. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Come-se na cozinha como se estivessemos no talho, rodeados de luz fria para ver melhor! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No wc também dá jeito, assim como na lavandaria, e agora sempre que se pode, até as luzes dos candeeiros de mesa, são substituídas pelas tais lâmpadas económicas que os homens adoram no tom frio,... sensíveis, eles! "Luz quente é pra maricas!" (catedráticos em luz e em psicologia da cor!, iluminados diria eu!). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Salas de cores frias e quartos de tonalidades quentes jogam bem de norte a sul. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que mais me irá acontecer?!!...linda de morrer! De ir ao céu e voltar! LOLOLO A geração que vem logo a seguir, terá uma casa de pai , da linha de montagem IKEA, com alguns pormenores da Zara Casa e da ex Habitat, com um pouco de sorte todos os bonequinhos de íman que são atraídos pela porta do frigorífico, permanecerão intocáveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não me custa nada imaginar lares inspirados no "Querido mudei a casa" com camas cheias de dosséis à marroquino ou então tipo "Mi casa e su casa" ou pior ainda "Enquanto não chegas...". Este ultimo vence todas com o gosto muito característico dos States.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E então e a minha casa, perguntarão? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Meus amigos, é um lar modesto feito de excedentes e desperdícios desta sociedade de consumo! Um desastre!Ia escrever uma casa à Tarzan, mas esta da sociedade de consumo saiu incomparavelmente melhor! &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/cactus1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/cactus1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Na entrada, tenho dois azulejos com as inscrições "Lar doce lar" e "Entra se vieres por bem!" e por baixo, dois dálmatas em loiça e à escala natural. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho candeeiro de penduricalhos, colchas de renda e mobílias de "istilo"- afinal eu sou uma comum mortal, e não há mulheres perfeitas e homens, ainda menos! Até tenho casota do cão e um cacto ranhoso em cima da máquina de lavar! Tenho sim! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Editado em &lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/a&gt; em 19/07/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-116021994548229210?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/10/casas-pai-e-decorao-me.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115995777384803277</guid><pubDate>Wed, 04 Oct 2006 10:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-10-04T03:29:33.850-07:00</atom:updated><title>Reininho, concerto Junho</title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/reininho2qo7.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/reininho2qo7.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/reininho1wp5.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/reininho1wp5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/reininho3ac5.2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/reininho3ac5.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115995777384803277?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/10/reininho-concerto-junho.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115995366225325516</guid><pubDate>Wed, 04 Oct 2006 09:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-10-04T03:26:26.156-07:00</atom:updated><title>Efectivamente</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O concerto foi um crescendo de emoção. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Junto a mim, a maioria eram cotas, alguns já carecas, outros com uns quilitos a mais. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Todos sabíamos as letras de cor e salteado.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Adoro as pulgas dos cães&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Todos os bichos do mato&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Efectivamente... &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Reininho continua com o seu andar ondulante, como quem anda constantemente numa passarela, ainda mantém essa postura teatral, desde há 30 anos. Não perdeu o tique - mistura de Bowie e dele mesmo. Sublime como sempre! Está no seu melhor!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Já não dá, ja não dei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Já nem sei em quem votei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Já não há, ja não sei&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Já nem dou com o D'J&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Desfilava pela D. João IV todo vestido de branco, assombrosamente alto, leve, preparado já para os projectos que o aguardavam no futuro. O cimbalino no S. Lázaro... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Recordo o primeiro grande concerto na cidade do Porto. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Como tudo tinha a ver com esta cidade! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Terminámos nas francesinhas da Galiza, até às tantas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Deitados nas dunas, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;alheios a tudo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Olhos penetrantes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pensamentos lavados &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Hoje vestia calças e blazer pretos, e t-shirt vermelha - a lua e a estrela no meio do vermelho. No problems!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Evita o olhar dos mortais que o rodeiam&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;Esconde-se em mentiras que mesquinhas serpenteiam&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Um conceituado profissional da imagem da nossa praça, angolano também, e nessa época ainda um "puto" (oi Paulo C.), foi aconselhado por mim para fotografar Reininho, um ilustre quase desconhecido... e a recomendação para nunca o perder de vista!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;- Mas quem é Reininho?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;- É o vocalista, o mais alto, tem voz aguda, irónica e em falsete, mas muito bela, canta em tons de azul, como a nossa cidade - respondi. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Não tenho barqueiro &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;nem hei-de remar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Procuro caminhos novos para andar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E há um prenúncio de morte &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Ambos ainda desconhecidos neste país rectangular, ainda sem explorar todas as suas capacidades inatas. Apostamos um jantar, por cada década de sucesso. Adivinhava como inevitável, que o Rui seria uma referência no rock português, dali a uns anos... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eu quero que você me aqueça neste Inverno,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;E que tudo o mais vá pró inferno&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; (original de Roberto Carlos - Rui não sofre de infernofobia)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Já me deves 2 jantares, quase 3, acertamos contas um dia destes - ou Bolsa, ou Pedreiros, escolho eu. Não costumo errar quando dou uma de Pitonísia LOLOLOLO.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;As asas servem para voar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para sonhar ou para planar &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Bommmmmm, as películas estrearam-se no tal primeiro grande concerto, e sucederam-se, repetiram-se, multiplicaram-se e evoluíram.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Psicadélico civilizado ele encontrou um rocker cru&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Falaram c/punk importado e tentaram criar um blue &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Deixamos de tomar cimbalinos no S. Lázaro, passamos a ter compromissos sérios, falta de tempo, a jantar com a família, a ver televisão e a ouvir cds, posteriormente, a conversar ciberneticamente.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ana lee, ana lee&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;meu lótus azul,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;ópio do povo,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;jaguar perfumado,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;tigre de papel &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O cabelo de Reininho embranqueceu, o nosso também... a voz sempre bela, inconfundível perfeita na comunicação de palavras desalinhadas e irreverentes, continuam a revelar a anarquia do autor, traçada com régua e esquadro nas nossas memórias.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Não economizamos as palmas, nem os encores!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Faz sentido viver!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Osíris&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;editado em &lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/a&gt; em 8/07/2006&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115995366225325516?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/10/efectivamente.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115978465427714595</guid><pubDate>Mon, 02 Oct 2006 10:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-10-02T03:24:14.290-07:00</atom:updated><title>peter finger</title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6696/3547/1600/1001318jd7.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6696/3547/400/1001318jd7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vi e ouvi o alemão Peter Finger numa noite destas... ficava toda a noite a ouvi-lo. Quem se interessa por guitarra acústica, sabe de quem estou a falar! Tive o privilégio de ficar apenas a 3 metros dele e da sua guitarra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fotografei-o constantemente, através do olhar e da câmara fotográfica, querendo registar os sons incalculavelmente belos, através da posição dos dedos sobre a guitarra, através do semicerrar dos seus olhos, através do pé esquerdo que não parou de marcar o ritmo constante de cada peça. O meu mundo ficou mais bonito, naquela noite, ao escutar este virtuosi !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Abriram-se janelas desdobradas em sons melódicos, oferecidos generosamente, apenas para umas dezenas de pessoas, num ambiente intimista, num pequeno auditório com uma acústica perfeita, de uma escola de música. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Estavam poucas pessoas, mas penso que ele não se incomodou nada por isso, deu para falar de cada musica que tocava... e trocar umas palavras, com os que estavam mais próximos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Registei sons singulares na minha memória, que não imaginava que pudessem ser construídos sem a ajuda dos truques digitais. Lamento não escrever bem, e não conseguir traduzir toda a expressividade sonora que invadiu aquele auditório; a sua musica, ou o seu jeito de brincar com a guitarra, traduz um equilíbrio entre o pensamento e as emoções, num registo pleno de sensualidade, envolvente, único, que transportou a mente de cada um, para a dimensão do imaginário, sem limites.&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6696/3547/400/peter1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A sua técnica em fazer vibrar as cordas, por forma atingir deformações sonoras, arrastadas, ou pelo contrário, extremamente rápidas, constrói volúpias musicais que são, o prolongamento do seu corpo. Impossível traduzir isto por palavras. Dizem os entendidos que a sua posição na guitarra é diferente e invulgar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Peter que já percorreu os palcos do mundo, através das sonoridades dos blues, jazz e worldmusic, estava a li a tocar só para nós!!! Um presente de uma noite de verão!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A Jimi Hendrix, Carlos Santana, Eric Clapton, B. B. King, Zappa e Pete Towshend, adicionei Peter Finger!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Osíris&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;editado em &lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/a&gt; em 3/07/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115978465427714595?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/10/peter-finger.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115952520644570267</guid><pubDate>Fri, 29 Sep 2006 10:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-29T17:39:32.796-07:00</atom:updated><title>QUE SE CUIDEM!</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O termo ateu, significa ausência de Théos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Ser-se ateu, não significa perfilar uma qualquer crença ou sistema filosófico, ideológico, político ou organização social.Ser-se ateu é ser-se livre, racional, não dogmático, ultrapassando a posição agnóstica das escolhas e das incertezas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Assim me sentei na igreja de S. Domingos, na baixa lisboeta, num sábado de tarde, neste mês de Sto António, reflectindo sobre isto. Passam-se anos, e eu esqueço-me daquele espaço! ... para mim, é único, junto à baixa pombalina. Naquele dia dei-me ao luxo de lá estar duas vezes, de manhã, de tarde - oi Zé! Hello Olga! &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O ateísmo já deu direito à fogueira!Sentei-me a reflectir, a recordar cada parede brutalmente nua, cada coluna, rude, áspera, cavernosamente a testemunhar a história, e as aflições dos humanos, desde o sec. XIII. Recordei-a como local de referência da dinastia de Avis, de baptismo de judeus que forçosamente se converteram em cristãos, visualizei as chamas e vivenciei os ritmos vertiginosamente &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/sdomingos%20pix.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/sdomingos%20pix.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;sísmicos de 1755. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Senti a indignação dos crentes perante o terror da peste, nas ruas quinhentistas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Fechei os olhos e senti os sons... na ausência deles, os cheiros da "heresia" e do sal espalhado pelos terreiros por ordem de um Iluminatti e de outros ainda mais sombrios. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Continuei a sentir o cheiro adocicado de carnificina de todos os mártires desta Lisboa feita de mourarias.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Que se cuidem, Camus, Sartre, Freud e tantos outros! Que sorte viver dois séculos mais tarde!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;"Fé é não querer saber o que é a verdade" ... mais outro, Nietzsche!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Oh Galileu Galilei!!!! Escapaste por pouco!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Imaginei o silêncio, seccionado pelas rezas, pelo recolhimento dos dramas de todos, na esperança de escutar algo divino, que justifique tudo o que se passa na vida de cada um.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Ser-se ateu é respeitar a fé dos outros, ser-se solidário, e se possível ajudar a reforçar a crença ou mesmo a fé de um amigo, que lhe serve de eixo orientador em dado momento, apesar de não acreditar... apesar de não crer... mas emprestar o coração a fundo perdido.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Respirei fundo, esquadrei cada recanto com o meu olhar observador, distraindo-me na ausência de ornamentos, na pureza do vazio generalizado. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Filtrei ainda mais a luz acolhedora, com um piscar de olhos, galgando memórias até ao infinito. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Questionei incertezas, configuradas ao longo dos anos, e outras, frescas, mas não menos importantes e essenciais em mim.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;De que é feito um ateu?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Confirmei a simetria da nave, percorrendo o eixo longitudinal, na certeza de assumir toda a responsabilidade sobre os meus actos, assumindo a consciência de mim... será isto um ateu?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Sentir a liberdade de poder sentar-me em qualquer espaço, de recolhimento ou... nem tanto, confrontando-o comigo e respeitando sempre os diferentes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;A fogueira queimava realmente! pira de lenha, elemento essencial, em cerimónias que obedeciam a rituais rigorosos, rituais de terror e de medo levado às ultimas! Autos de fé, resumidos a tortura, penitência e morte - A queima como espectáculo, como acto piedoso de assar gente viva. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Sou simples, cumprindo a fé em mim, sem espreitar em qualquer tipo de narcisismo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;"Ser ateu é ater-se ao presente e simplesmente vivê-lo..." gosto desta frase escrita nem sei bem por quem... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;...percorri o perímetro da igreja, tentei adivinhar os dramas que cada rosto encerra, abrindo-se em esperança do acender de uma vela.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Atravessei o guarda vento, desviei-me dos mendigos, que teimam em habitar na minha consciência, e saí. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;A. Quelhas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;editado em &lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/a&gt; em 29/06/2006&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115952520644570267?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/09/que-se-cuidem.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115930639510541208</guid><pubDate>Tue, 26 Sep 2006 21:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-26T14:33:15.106-07:00</atom:updated><title>GREVE</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma greve é uma forma de luta extrema.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O referido documento chegou às escolas no final da semana passada. È necessario informar, discutir e só depois se vai para uma greve. Mas é claro, uma greve nunca agrada a todos! Em vez de se analisar os motivos da luta, analisa-se normalmente a calendarização. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olhem as críticas:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;inicio do ano lectivo - destabiliza a integração das criancinhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;durante a avaliação - péssimo porque afecta as criancinhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a meio da semana - péssimo por causa da alimentação das criancinhas, e interrompe o ritmo da aprendizagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;à sexta - mau porque assim o fim de semana começa mais cedo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;à segunda - péssimo, porque o fim de semana termina mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;aos exames - um escandalo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Enfim, uma greve boa seria localizada no período de férias por forma a prejudicar pouca gente, só mesmo o salário do prof! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115930639510541208?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/09/greve.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115930620902703815</guid><pubDate>Tue, 26 Sep 2006 21:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-26T14:30:09.066-07:00</atom:updated><title>O Granito</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O JL desta semana dedica quase duas páginas à arquitectura brutalista, a propósito da Fundação Calouste Gulbenkian - o edifício da fundação foi um dos primeiros a assumir o aspecto e a textura do betão descofrado, aqui em Portugal.&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/fundacaocaloustegulbenkianlisboafo9.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/fundacaocaloustegulbenkianlisboafo9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho uma simpatia especial pela visualização dos materiais de que os edifícios são feitos... e não passa pela perspectiva economicista; è mesmo atracção estética pelas texturas, as cores, as clivagens, a pigmentação dos materiais, e os encaixes resultantes das técnicas construtivas e capacidades estruturais de cada material. Gosto do natural, do autêntico, do verdadeiro, tanto na arquitectura como em tudo na vida. Gosto de olhar, nos olhos das pessoas e mergulhar bem fundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Diz-se que esta influência da Escola do Porto, é de inspiração Corbusiana, o que me parece uma análise empobrecida e limitativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A "verdade" dos materiais não é uma tendência estética importada de Le Corbusier, faz parte do nosso património arquitectónico, especialmente da zona norte de Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A utilização de reboco pintado nas paredes, é uma moda que se manifesta apenas a partir do neoclássico/barroco, por forma a obter contraste de luminosidade com as molduras dos vãos de janelas e portas, que se apresentam em granito à vista, mais polido e perfeitamente talhado; preenchendo assim a grande superfície dos edifícios.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A arquitectura popular do norte, tem assumido ao longo de séculos, a visão integral do granito... rocha dura, rude, difícil de trabalhar - e que aos poucos volta a ganhar expressão, na recuperação de alguns edifícios..., mas está a virar moda, e a iliteracia arquitectónica de alguns técnicos, tendêncía para a asneira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Picar edifícios e desnudar o granito, dando-lhe o tal aspecto rústico, não se concilia com as tais molduras perfeitamente geométricas do barroco ... resulta num mau exercício. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O mergulho no olhar, só é edificante quando se encontra algo genuíno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anabela Quelhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115930620902703815?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/09/o-granito.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115930459494254388</guid><pubDate>Tue, 26 Sep 2006 21:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-29T02:02:37.850-07:00</atom:updated><title>Escola Pùblica, Escola Privada, ainda</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fernando:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É evidente que há interesses mais ou menos camuflados, para desvalorizar a Escola Pública.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;No entanto eu e a maioria dos meus colegas, não se revêm certamente no grupo dos maus profissionais, na má qualidade do ensino, ... etc, etc.. - estamos sim, conscientes que a Escola Pública, envolve uma problemática social diferente, por tentar servir a todos, e encontra-se destruturada para enfrentar os problemas de hoje, tentando ignorar o problema da indisciplina e da violência. E não estamos sós!!!! mas não me venham com comparações com a Finlândia!!!Pelo que conheço, efectivamente, há muitos pais que optam pelo Ensino Privado, para que os seus filhos estejam ocupados durante todo o dia, o que facilita a organização familiar, para que frequentem actividades extra curriculares que a Escola Pùblica ainda não oferece e porque evitam aos seus filhos a vivência de alguma violência e indisciplina. No entanto é bom não esquecer, que é através da escola que os nossos jovens se integram no mundo real, e mais, a Escola Publica, com toda a sua complexidade, é factor de algum equilibrio de algumas desilgualdades sociais, e evitando que muitos jovens se convertam em marginais, ou que ingressem no mundo do trabalho infantil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu sou pela liberdade de escolha,... só não entendo porque os impostos dos contribuintes são frequentemente canalizados para apoiar escolas privadas em detrimento das públicas. Ou seja... entendo!::: Mas discordo!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anabela Quelhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Luís- As instalações de colégios que abriram há pouco mais de 5/6 anos, ou que procederam a obras de remodelação, usufruiram de fundos perdidos ou de juros altamente bonificados.- Ampliação de fundos documentais de bibliotecas.- Formação, etc, etc- &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O orçamento anual do ministério da educação contempla o apoio à privada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Apesar de todos os problemas, a Escola Pública não se esgota em problemas, há muita coisa positiva que se faz por este país fora, e a escola continua s ser factor de influência positiva, na formação cívica da maioria dos seus utilizadores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se consultares alguns documentos sobre insucesso escolar, verificas que a maioria dos alunos que abandonam a escola antes de concluirem a escolaridade obrigatória (15 anos), se convertem em marginais a tempo inteiro ou ingressam no mundo do trabalho infantil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu tambem sempre frequentei escolas públicas, e nunca fui protegida no contacto do mundo real.&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/885/3784/1600/alunoses7.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/885/3784/320/alunoses7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho um filho e claro que está numa escola publica... tem colegas indisciplinados, e por vezes vive a violencia da escola, e depois? rapidamente aprendeu a conhecer o que são carências, desigualdades e tem uma lição diária sobre o que é liberdade de decidir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um abraço &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anabela Quelhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Luís&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- As instalações de colégios que abriram há pouco mais de 5/6 anos, ou que procederam a obras de remodelação, usufruiram de fundos perdidos ou de juros altamente bonificados.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Ampliação de fundos documentais de bibliotecas.- Formação, etc, etc&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- O orçamento anual do ministério da educação contempla o apoio à privadaApesar de todos os problemas, a Escola Pública não se esgota em problemas, há muita coisa positiva que se faz por este país fora, e a escola continua s ser factor de influência positiva, na formação cívica da maioria dos seus utilizadores. Se consultares alguns documentos sobre insucesso escolar, verificas que a maioria dos alunos que abandonam a escola antes de concluirem a escolaridade obrigatória (15 anos), se convertem em marginais a tempo inteiro ou ingressam no mundo do trabalho infantil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Eu tambem sempre frequentei escolas públicas, e nunca fui protegida no contacto do mundo real.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tenho um filho e claro que está numa escola publica... tem colegas indisciplinados, e por vezes vive a violencia da escola, e depois? rapidamente aprendeu a conhecer o que são carências, desigualdades e tem uma lição diária sobre o que é liberdade de decidir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um abraço &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anabela Quelhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115930459494254388?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/09/escola-pblica-escola-privada-ainda.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115891758339889876</guid><pubDate>Fri, 22 Sep 2006 09:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-26T13:59:58.266-07:00</atom:updated><title>Mais ensino</title><description>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/escoladv2.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/escoladv2.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/escoladv2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O problema da escola portuguesa não é tanto, quem entra ou não na Universidade,... felizmente! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É necessario reflectir e admitir quanto importante é a escola, para a grande maioria dos alunos, que não vão para a Universidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O grande problema é como gerir e reorganizar a chamada escola democrática, que efectivamente não o é. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuamos sem saber como superar as desigualdades sociais existentes entre os seus utilizadores. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como ultrapassar as diferenças entre os handicaps culturais que cada aluno transporta para a escola?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O ensino privado tem sucesso? Claro que sim, visto que selecciona logo à partida o seu acesso pela capacidade económica das familias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A sociedade esta em crise, é tudo menos democrática, e a escola é o reflexo disso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA, SIM!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ESCOLA PÚBLICA, SEMPRE!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anabela Quelhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115891758339889876?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/09/mais-ensino.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115891746702937376</guid><pubDate>Fri, 22 Sep 2006 09:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-22T02:31:07.036-07:00</atom:updated><title>rotina de um prof</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Conheça a rotina de um professor - será que somos previligiados?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- 22 horas semanais a debitar aulas em turmas heterógeneas, normalmente de 25 alunos, onde a sua acção ultrapassa a mera função de transmitir conhecimento cientifico &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- resolver problemas disciplinares, de falta de atenção, criar estimulo continuo á aprendizagem, corrigir erros de português, quer na escrita quer na oralidade, ser amigo, promover a multiculturalidade e a formação cívica, leccionar áreas não disciplinares, como Formação Cívica, Área de Projecto e Estudo Acompanhado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Serviço de secretaria - registo de faltas, controle de assiduidade dos alunos, contactos escritos ou telefónicos com os encarregados de educação e fazer matriculas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Desempenhar funções de director de turma - fazer a ligação aos encarregados de educação, envolvendo disponibilidade para contactos semanais, fazer a ligação com o conselho executivo, gerir os problemas disciplinares, coordenadar a elaboração do projecto curricular da sua turma. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Coordenadar os trabalhos nos conselhos de turma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Desempenhar funções de coordenação de departamento e participar nos conselhos pedagógicos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Participar em reuniões diversas (2 por mês) - do grupo e departamento, de directores de turma, de projectos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Participar nos conselhos de turma - cada professor tem em média 6/ 7 turmas, portanto ao longo de um ano, terá participado no mínimo em 42 conselhos de turma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Organizar visitas de estudo e acompanhar e responsabilizar-se pelos alunos que acompanha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Colaborar e promover as actividades que constam no plano anual da escola.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Elaborar relatórios ou actas de cada actividade em que participa.Realizar actualização profissional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Participar em acções de formação profissional sempre em horário pós laboral.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Organizar processos disciplinares, sempre que sejam solicitados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Analisar os manuais que são enviados anualmente pelas editoras, e formular uma avaliação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Preparação diária de aulas, que podem ser de 3 níveis de ensino, e planear unidades a médio e longo prazo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Correcção de exames, testes e de fichas de trabalho.Preparação de materiais didácticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Criação de fichas, de testes, de exames, respectivas matrizes e planos de apoio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Planear a articulação horizontal e vertical de competências.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Avaliar e criar estratégias de recuperação adaptadas a cada aluno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Aulas de apoio&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Criar planos de aprendizagem e aplicar estratégias diferenciadas para alunos do ensino especial &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Acrescida de este ano lectivo de:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Aulas de substituição (um verdadeiro paradoxo! não são componente lectiva, mas afinal devem ser)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;E ainda:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;- Ser simpatico, inteligente, bem humorado, perspicaz, desenvolto, tolerante, amigo, versátil, organizado, dinâmico.... e estar atento que em relação aos alunos, cada caso é um caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;- Colegas, acrescentem o que falta, pois a lista está incompleta...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;editado em &lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/a&gt; em 6/06/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115891746702937376?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/09/rotina-de-um-prof.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115891699323734927</guid><pubDate>Fri, 22 Sep 2006 09:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-22T02:23:13.266-07:00</atom:updated><title>Ensino</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Li em diagonal estas duas páginas, e verifico que já muito se escreveu sobre o nosso ensino, sobre a proposta para remodelação do estatuto da carreira docente, etc.. etc.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(Efectivamente eu terei a sorte de passar a ser professora titular, no entanto o meu colega de grupo, apenas 5 anos mais novo, só o poderá ser daqui a 17 anos, ou seja quando eu me reformar, seja ele competente ou não.)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para quem não sabe, refira-se que os professores sempre foram avaliados, e a mudança de escalão nunca foi automática. O professor tinha que elaborar um relatório de reflexão sobre a sua actividade escolar, posteriormente apreciado por uma equipa de professores nomeada pelo conselho pedagógico da escola, com a seguinte escala de avaliação: não satisfaz, satisfaz, bom e excelente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O estímulo ao bom desempenho do professor também está contemplado no actual estatuto, através da avaliação de excelente, só que aos nossos governantes, nunca deu jeito regulamentar devidamente este item do presente estatuto. Ao longo dos últimos 10 anos, alguns professores candidataram-se à avaliação de excelente, entendendo que desenvolveram um trabalho inovador e com qualidade, no entanto o ministério nunca fez um esforço para proceder à tal regulamentação, inviabilizando completamente o tal estímulo referido atrás, e merecido por muitos docentes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os professores não precisam de um novo estatuto, precisam que o anterior seja regulamentado na sua totalidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ainda sobre as imagens que passaram na tv sobre o ambiente da sala de aula, que envolvem violência, parece-me que ficou a ideia que seriam situações pontuais passadas nas escolas dos grandes centros urbanos, PURO ENGANO. As imagens são frequentes em todas as escolas, sejam elas dos grandes centros urbanos, ou não. Todos os professores estão familiarizados com isto, seja fora ou dentro da sala de aula. Pois é, agressão, entre alunos é o dia a dia, agressão aos professores são menos frequentes, mas não escolhem, escola nem cidade. Mas mais grave, é verificar-se que o comportamento de muitos alunos, não são mais, do que o reflexo do que se passa no seu meio familiar. Sim os papás destes alunos são iguais ou piores, e irão avaliar (como se pretende) a acção do professor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas tão ou mais grave do que a violência física, é o permanente boicote às aulas e à acção do professor, na sua interacção diária; ou então a turbulência permanente dos alunos que não sabem estar numa sala de aula, pois têm interesses divergentes da escola, obrigando o professor a interromper continuamente a sua aula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Quero ainda frisar, que não vejo ninguém nos media a reflectir sobre a escolaridade obrigatória, o processo de socialização de alunos problemáticos, etc. etc. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Politicas economicistas e educação, definitivamente, não combinam bem! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alunos problemáticos só deixam de o ser, se tiveram um acompanhamento quase individual, de um professor. Fica caro ao ministério da educação, mas fica muito barato à sociedade! Acreditem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Agora, surgem com imensos anos de atraso, saídas através de mais cursos profissionais. Será que a nossa ministra pensa que as antigas escolas industriais ainda tem as mesmas salas e os equipamentos de há 30 anos atrás? (as salas foram adaptadas às novas exigencias da escola, foram subdivididas, transformadas em pequenos auditorios, em polivalentes, mini bibliotecas...). Ou será que ela pensa que para além de toda a polivalência que caracteriza os professores destas últimas décadas, também vão conseguir fazer omoletes sem ovos? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só para finalizar... dáva-me imenso jeito trabalhar as 35 horas na escola. Poderia esvaziar um compartimento aqui em casa, deixava de carregar diariamente uma pasta cheia de manuais e outros materias de apoio, dava descanso à impressora e ao PC aqui de casa, poupava electricidade e aquecimento no inverno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Anabela Quelhas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;editada em &lt;a href="http://www.sanzalangola.com"&gt;www.sanzalangola.com&lt;/a&gt; em 6/06/2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115891699323734927?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/09/ensino.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115882960023848592</guid><pubDate>Thu, 21 Sep 2006 09:00:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-22T06:18:35.636-07:00</atom:updated><title>RABISCOS</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Entre a confusão de rabiscos, que habitam o estirador, faço uma pausa, fumando o meu "drums", naquele ritual mecanicamente apreciado, e passeio à volta dos papéis, utilizando pontos de vistas diversificados. Reflicto sobre a intersecção de planos, sobre a estética, sobre a persistência de que é feito um arquitecto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É tão fácil desistir! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Seria tão fácil desenhar aquelas casinhas de telhadinhos à novo rico, ou os edifícios à pato bravo!!!!.... garages amplas, casas germinadas (germinam meus amigos!!! e como germinam), cozinhas regionais, alpendres, correntinhas nas esquinas dos telhados!!! algumas pessoas gostam! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Como se gosta do mau gosto!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uns azulejos pintados no estilo padeira de Aljubarrota, um laguinho... umas janelas de alumínio que se integram tão bem na nossa paisagem lusitana!!! Mas nem sempre o fácil é bonito, nem o complicado é belo! A perfeição é dificil de atingir! E consciencializa-nos da necessidade de humildade que devemos ter em nós para nos respeitarmos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que falta de chá, existe à nossa volta! Nem as aulinhas de religião e moral safaram certa malta!!! Os brasileiros são especialistas em criar frases que espelham bem a falta de ética e de estética que abunda à nossa volta e que alguns orgulhosamente ostentam. Lembro-me de algumas, e sorrio...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Rabisco mais um pouco, dou efeito de sombreado para realçar&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/paulo1gt2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/400/paulo1gt2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; formas, para ajudar a decisão continuada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuo a minha marcha criativa, mas ainda circular. A avaliação constante que faço de tudo, torna-me numa resistente... que raio de metodologia se apoderou do sangue que me corre nas veias, para todo sempre? Obrigada, meus mestres! para além da resistência física, dada pelos dias mais chuvosos desenhando pelas ruas da cidade tripeira, a resistência da teimosia!... o aprender a não desistir... transformar as derrotas em vitorias! São sensíveis os arquitectos! As arquitectas também..., mas, quando tudo indica o caminho da desistência, renasce a capacidade de começar tudo de novo, com energias renovadas. Uma questão de sobrevivência, dirão uns; será muito para além disso, será uma questão cultural e de rumo que damos à nossa existência para que ela mereça ser vivida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mais uma voltinha, espreito pela janela, oiço pela milionésima vez Cohen em "There for you", que me faz sonhar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Utilizo a cor, para uma aproximação à realidade, rejeito esquiços, reaproveito outros, adiciono pormenores esquecidos, sempre numa procura constante de reforçar qualidades, que têm a ver apenas comigo mesma... alguém me diz "Já foi tempo em que as mulheres não saíam da cozinha!"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Claro que sim, mas uma cozinha é tão importante no funcionamento de uma casa, onde tudo se organiza o mais ergonómicamente possível, onde se equacionam quase todas as tarefas de sobrevivência de um lar!!!... ou será que me disse "tu não és pessoa para ficar atrás dos tachos!". Que diferença fará?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há cozinhas lindas, belíssimas onde apetece estar e habitar... mas afinal eu tenho é que integrar alçados com cozinhas, distribuídas por vários pisos, e lá fora está a terminar um dia cheio de sol, a cheirar a quente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Querem lá ver que já está na hora de jantar?... jantar fora, claro!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115882960023848592?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/09/rabiscos.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-31408642.post-115882915386786240</guid><pubDate>Thu, 21 Sep 2006 08:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2006-09-21T02:24:35.726-07:00</atom:updated><title>uma e outra vaga</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/1600/theseawaterdrainsawayfromthesoddenrocksasmorewavesrolcx4.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3827/3398/320/theseawaterdrainsawayfromthesoddenrocksasmorewavesrolcx4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#33ffff;"&gt;Entre uma e outra vaga, surge a pausa que o Zulmarinho nos presenteia... o espaço para reflectir a dimensão que cada um procura dentro de nós - o supostamente certo, o antecipadamente duvidoso, os pensamentos certeiros e aqueles que erram completamente o alvo, e os desconfortáveis "assim, assim",... não se dissolvem nunca, ficam suspensos e boiando na tal linha feita de azul. Alivia-nos o peso da alma, mas retrai as escolhas e os processos de decisão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/31408642-115882915386786240?l=arkivao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://arkivao.blogspot.com/2006/09/uma-e-outra-vaga.html</link><author>noreply@blogger.com (a. quelhas)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item></channel></rss>